Não sou um apreciador da escrita de António José Saraiva, como editorialista do «Expresso», mas apreciei a análise que fez do Congresso do PPD. Hoje, vi o retrato de Freitas do Amaral a ilustrar a sua peça e fui atraído pelo título, já que aqui escrevi, no passado domingo:
“Tarefa para o novo CDS
Ribeiro e Castro é o novo presidente do CDS e tem como tarefa ir à sede do Partido Socialista, no Largo do Rato, na capital, buscar de volta o retrato de Diogo Freitas do Amaral, que para ali foi enviado pelo seu antecessor, depois do fundador dos “centristas” ter aceite ser ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de José Sócrates.”
José António Sarava descarrega, sem a isenção a que o Estatuto de Jornalista o obriga, sobre os “renovadores” do CDS e, para que não o ataquem “agride” também os “fundadores” do PP.
Sendo da geração de Saraiva fico admirado quando escreve:
“Recordo que nas férias desse ano (1995), na praia que habitualmente frequento, todos os jovens entre os 15 e os 20 anos me falavam com entusiasmo do Partido Popular e dos seus líderes, Manuel Monteiro e Paulo Portas”.
Gostei do artigo (que não transcrevo na íntegra por preguiça) mas não consigo imaginar que os cidadãos que hoje têm entre 25 e 30 anos de idade, tivessem sido, na sua esmagadora maioria, adeptos do então PP.
E, como o artigo dá pano para mangas, não deixo de perguntar a José António Saraiva se acha correcto que depois de um traço (a intercalar uma oração) se coloca uma vírgula?
Ler o Expresso, no café, é uma boa maneira de passar a manhã, embora não troque isso pelo prazer de aproveitar o espaço e o tempo para conversar com os amigos.
E, porque a época já convida, o almoço foi na Tasca do Jaiminho, no Bairro Santos Nicolau, em Setúbal. Uma bela sardinhada, antecedida (enquanto esperava por mesa) por uma visão pelo estuário do Sado – e, observação em pormenor, do progresso que se regista no porto de Setúbal.
A tarde começou por ser aproveitada com a leitura do semanário de referência e quedei-me pelo título da segunda página: “Embate sem danos” onde o sub-título é escarecedor e nos faz o retrato do estado da Nação e perpectiva o futuro próximo; “Estreia de José Sócrates no debate mensal como Primeiro-ministro foi também a de Marques Mendes como líder do PSD. Decorreu certinha e sem percalços”.
A notícia divulgada pelo «Notícias Alentejo» destaca para título desta notícia que “todos passam pela feira” e no corpo pode ler-se: “O Presidente da República, inaugura hoje à tarde a Ovibeja 2005. O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, também estará presente e prolonga a sua deslocação a Beja até domingo.
António Guterres, ex-primeiro-ministro, visitará a feira no dia 3. Jerónimo Sousa, secretário geral do PCP, confirmou a sua presença na quinta-feira.
José Sócrates, primeiro-ministro, tem visita marcada para sábado. Ribeiro e Castro, presidente do CDS-PP, e Marques Mendes, presidente do PSD foram convidados.
“A Ovibeja é a maior feira do país e traz cá muita gente com poderes de decisão”, afirma Manuel de Castro e Brito, presidente da Associação de Criadores de Ovinos do Sul, entidade organizadora da feira.
A seca que afecta o Alentejo será o tema domimante da feira. Castro e Brito espera que "como é hábito" os decisores "divulguem boas novidades".
A organização da Ovibeja espera receber trezentos mil visitantes. A feira começa este sábado e termina no dia 8 de Maio.”

O poeta José do Carmo Francisco "que ao longo de vinte e cinco anos se fez jornalista para ouvir o som dos gritos nas cabinas e expressar em poemas a vida e a morte que se jogam nos estádios, nas piscinas, nos pavilhões e nas pistas. A vida de Cristiano Ronaldo, Hugo Viana, Carlos Martins, Miguel Garcia e não só, é a única resposta à morte de Osvaldo Silva, Pavão, Peyroteo, Pepe, entre outras. É isso que estes poemas procuraram: trocar a morte pela vida".
Sessenta e seis poemas dedicados a várias figuras do desporto são a prova de que "apesar do título, o livro não se esgota no futebol como reflexão sobre a vida e sobre a morte. O ciclismo, o boxe, o atletismo, a natação, a vela, o automobilismo e a ginástica r´tmica também estão presentes em poemas dedicados a Joaquim Agostinho, Carlos Lopes, Blarmino Fragoso, Ana Barros, Amélia Domingos, Patrícia Jorge e Michele Mouton".
O «Repórter.Online» dá-nos a conhecer que os trabalhadores do distrito de Setúbal (tal como no resto do País) vão comemorar o 1.º de Maio, o 31.º em Liberdade.

Cravo de «OráculodosAnjos»
Portugal celebra hoje duas das mais importantes efemérides da sua História moderna: o 31.º aniversário da Revolução do 25 de Abril e os trinta anos das primeiras eleições livres realizadas no País após quase meio século de ditadura.
Ribeiro e Castro é o novo presidente do CDS e tem como tarefa ir à sede do Partido Socialista, no Largo do Rato, na capital, buscar de volta o retrato de Diogo Freitas do Amaral, que para ali foi enviado pelo seu antecessor, depois do fundador dos “centristas” ter aceite ser ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de José Sócrates.
Foi desta
José Teófilo Duarte vai direito ao assunto no Blogoperatório quando escreve:
"há um senhor pequenino que goza que nem um cabinda com os cidadãos que esperam pela sua chamada, de senha na mão.
"Há um jovem empregado de hotel enfezadinho que retém o elevador para enervar os clientes, já impacientes, no hall do estabelecimento hoteleiro. O desfecho é a exibição do desprezo pelos pobretanas que insistem em ser normais e educados. "Foi desta" aparece em rodapé. A mentalidade do "xico-esperto" na sua melhor performance.
"É a mais desbragada apologia da desfaçatez e má educação. Mas é um muito frequente anúncio nas lusas televisões, atirado para os ecrãs pela Santa Casa. "A parolice e o mau gosto vencem o decoro e a decência.
"Que rica Santa Casa que a gente aqui tem, sim senhores..."
JTD
O Moreirense pode ser um clube muito simpático mas tem um treinador que não o levará a lado nenhum, conforme não tem levado outras equipas.
Esta noite o Sporting foi superior. Venceu com mérito e o técnico nortenho nada conseguiu fazer para contrariar o favoritismo dos lisboetas.
Dizendo bem, porque acreditamos que há quem saiba o que faz, os responsáveis do Moreirense perceberão que...
Évora recebe a partir desta segunda-feira e durante dois dias a IV Conferência Regional do Secretariado do Sul da Europa/Mediterrâneo da Organização das Cidades Património Mundial (OCPM).
A Conferência reúne todas as Cidades Património Mundial desta região e foi, pela primeira vez, deslocada da sede, em Córdoba.
Martinho da Vila é aquele cantor que nos enche de satisfação com qualquer das suas canções. Estou a ouvi-lo no programa do Faustão, onde os vários entrevistados têm sempre qualquer coisa a dizer mais do que falar de si próprios.
A emoção vem ao de cima e o ensinamento transmitido por aquele miúdo de onze anos que fala como gente grande. Só visto...
E a canção do Martinho da Vila «Canta, Canta, minha Gente» ensina-nos que há que ir em frente porque pior não há.
O rali «Paris-Dakar» irá ter, no próximo ano, partida de Lisboa e uma classificativa no nosso País.
Quando ouvi a notícia, alguém ao meu lado disse: - “Portugal está a ficar um deserto!”
O presidente da Comissão Nacional Autárquica do PSD, numa demonstração clara e evidente de que naquele partido há gente séria, afirmou que Pedro Santana Lopes afastou a hipótese de se recandidatar à Câmara Municipal de Lisboa. Dias Loureiro adianta que o partido ainda não escolheu o seu candidato na capital.
O TAS-Teatro Animação de Setúbal está a comemorar a passagem do seu 30.º aniversário, e estreou, esta quinta-feira, a sua 98ª produção.
A peça «Se perguntarem por mim não estou», é de um dos escritores mais importantes da literatura portuguesa contemporânea, Mário de Carvalho.
A encenação é assinada por Duarte Victor, e estará em cena no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, de quinta a sábado às 21:30 horas e domingos às 16 horas, até 22 de Maio.
Costumo dizer que apanhei o hábito de conversar quando ingressei na tropa e o vício do debate quando fui obrigado a ir para África, onde estive, no Luena, capital da província do Moxico, durante vinte meses. Até àquela altura era mais dado a ouvir os mais velhos contarem as suas estórias ou exporem as suas ideias.
Agora, delicio-me com a leitura de textos, como o que o meu amigo Luís Cruz, também ele um “luena”, debitou no seu Maganice.
“Ontem tivemos mais uma reunião não na S.R.U.C.B.A.(*), mas no largo do coreto. É mau presságio quando as reuniões começam a realizar-se com alguma regularidade conforme está a acontecer, o que significa que o povo anda preocupado. Desta vez a reunião teve por objectivo discutir a opinião dos economistas sobre a necessidade de subir impostos e porque já anda muita gente entendida a mexer na lenha, os populares preocupam-se porque sabem que o resultado é sempre o mesmo: que quem se lixa é o mexilhão.
“O Beto chouriço, que é o mais letrado aqui da aldeia, disse que leu no jornal a opinião de um antigo ministro das Finanças que defende, entre outras coisas, a passagem do IVA de 5% (esta aplica-se a muitos produtos alimentares e a medicamentos) e de 12%, para a taxa máxima – 19%, mas referiu o problema que a medida provocará nas pessoas com baixo rendimento. Adiantou ainda, e muito bem, que segundo a teoria económica nenhum imposto indirecto deve ter a mesma taxa para todos e que antes pelo contrário deve subsidiar directamente quem necessita. Está certo. O problema é que a populaça mafiosa está habituada às golpadas e o que vai acontecer é que os mais desfavorecidos pagarão a factura e os possuidores de negócios próprios arranjam facilmente um processo qualquer de fugir com o cu à seringa – palavras do Beto chouriço. Como exemplo citou as Bolsas de estudo que se destinam, em princípio, a favorecer os estudantes filhos de gente com menores rendimentos. Na prática a coisa, apesar de ser analisada, acaba por beneficiar os que necessitam e os golpistas, porque um trabalhador por conta de outrem declara os valores verdadeiros e a sua relação de rendimentos-despesas pode não ser favorável a suportar os custos de um filho na Universidade, mas como aufere valor superior ao rendimento mínimo não tem direito à Bolsa, enquanto que o indivíduo que é “empresário” pode declarar o rendimento mínimo e já está ganhador de uma Bolsa para o menino que vai para as aulas de Porche, coitadinho.
“Disse ainda o Beto chouriço na reunião que não vale a pena ter ilusões e faça-se o que se fizer há sempre um português desconhecido que dá a volta ao texto. Para deixar bem clara a sua tese avançou para a assembleia com o exemplo das inspecções aos veículos automóveis que sendo obrigatórias há 150.000 que fogem dela. Há coimas para os apanhados, o maior problema é que muitos nunca o são. A terminar manifestou o seu repúdio em relação à classificação de “impostos indirectos” e justificou que o termo indirecto não está correctamente aplicado porque vai afectar sempre os mesmos, logo a forma correcta é – directo.
”O povo é magano.”
* S.R.U.C.B.A. – Sociedade Recreativa União Capricho Bota Abaixo.
É evidente que temos de dizer bem, embora não se possa deixar de dizer que mais vale tarde do que nunca.
A Casa da Música abre esta quinta-feira.
O tempo passou, mas a obra fez-se.
Nem sempre é assim...
Os alunos do terceiro e quarto ano de três escolas de Alcácer do Sal explicaram, hoje, aos adultos a importância de poupar água.
A iniciativa decorreu no auditório municipal e enquadra-se na campanha de sensibilização para a redução do consumo público de água devido à seca que assola a região.
Ora aqui está uma decisão corajosa e que vem noticiada no DN desta terça-feira:
"A governadora civil do distrito de Castelo Branco vai propor ao Governo um acordo com as autoridades da região espanhola da Extremadura para a utilização de meios aéreos daquela região para combate a fogos florestais".
Florival Pinto, dirigente do PSD/ Beja, anunciou ao «Notícias Alentejo» a sua demissão do cargo de tesoureiro da estrutura distrital do partido. "Não me revejo na nova liderança do partido", justificou. A decisão de Florival Pinto foi comunicada ao presidente da distrital logo após o final do congresso deste fim-de-semana.
Quem gosta de Arquitectura tem oportunidade de navegar no Setúbal ArqBlog editado pelo Curso de Arquitectura da Universidade Moderna de Setúbal.
Luís Marques Mendes foi, este domingo, eleito presidente do PSD, com 497 votos, mais 116 que os obtidos por Luís Filipe Menezes (381).
PSL disse, no seu último discurso como presidente do PSD, que não gosta de despedidas e, como tal, deixou um: - “Até amanhã!” (camaradas?).
Quem foi o dirigente do PSD que disse em pleno congresso:
- “É preciso ter convicções!”
Alberto João Jardim continua a dar a ideia de ser um «não alinhado» e neste segundo dia do congresso social-democrata foi claro quando ameaçou virar costas a tudo e a todos se as coisas não correrem a seu bel-prazer.
Jardim disse: - “Não estou à espera dos resultados deste congresso para decidir o que vou fazer porque ninguém me obriga a fazer seja o que for”.
Este sábado, em que as comemorações do Armistício ficaram ofuscadas por mais um Congresso do PSD, foi enriquecedor para muita gente e, dos ensinamentos recolhidos registo esta frase de Alberto João Jardim depois de falar do “golpe de Estado constitucional levado a cabo pelo Presidente da República, que demitiu um Governo que tinha maioria parlamentar”:
- “Eu vi que os politicamente correctos não gostaram que eu dissesse isto!”
A transmissão televisiva dos congressos do PSD tem, para os portugueses, grande interesse. No conclave que está a decorrer em Pombal, Pedro Santana Lopes, ainda presidente dos social-democratas, comentando a moção de António Borges, onde este atacou Marques Mendes, foi claro:
- “Gostei do discurso, embora não trouxesse nada de novo”...
O grupo parlamentar do PCP vai apresentar na próxima semana um projecto de resolução propondo à Assembleia da República que aprove uma recomendação ao Governo sobre a construção de um hospital no Seixal, declarou hoje fonte partidária.
Portugal será tema do IX Congresso de Escritores Extremenhos, que se realiza sábado e domingo, na Casa da Cultura «Luís Landero», de Albuquerque (Badajoz), revela o site «NotíciasAlentejo».
O encontro terá o patrocínio da Junta da Extremadura, através da Consejería de Cultura e do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças (GIT), da Diputácion de Badajoz, Instituto Camões e Instituto Cervantes, de Lisboa.

GDESSA/Barreiro conquista segunda Taça de Portugal
Dois amigos meus escreveram nestes últimos dias sobre parolice e o ter apreciado os dois textos deixou-me um pouco baralhado, se bem que saiba que o «Mag@nice» não escreveu hoje a responder ao «Blogoperatório» da passada quinta-feira.
parolo (segundo «Mag@nice»)
Hoje, pela manhã, rua abaixo, fui ouvindo o chilrear dos passarinhos que apesar do tempo de trovão andavam na sua troca de impressões, na sua azáfama. Aqui na aldeia há dois ou três caçadores mas que se dedicam à prática do abate desportivo noutras paragens. Já não se vê putos com fisgas e muito menos com espingardas de pressão de ar. Portanto, as aves que arribam acham a aldeia tão segura, aprazível, possuída pelo silêncio, que acabam por assentar arraiais. Este ano estou farto de ver pássaros conhecidos, pássaros que gostaram tanto da forma afável como foram acolhidos que se fixaram à terra.
Hoje, pela manhã, em conversa com um deles...
sabes o que mais me agrada nesta aldeia é o mar a bater-lhe na face são as ruas ladeadas por plátanos formando um corredor sem fim os pinheiros os eucaliptos e a gente poder esvoaçar sem ser perseguido a terra é farta ninguém está à espera dos subsídios que substituem a chuva a gente é trabalhadeira muito metida consigo já todos têm frigorífico televisão telefone carros à porta
Tens razão, disse-lhe eu, é impagável este lugar rico em bem-estar e silêncios. Mas olha, tem cuidado que o diabo espreita sempre atrás da porta e não vá aparecer-te um gato, desses vadios, e que te dei-te as mandíbulas às coxas.
Circula livremente, mas mantém um olho no burro e outro no moleiro. Já agora deixo-te um conselho: se fores à cidade que está aqui ao lado não te percas. Vai só de visita, mas não te esqueças que aqui na aldeia é que tens a tua tranquilidade. Faz como eu: torna-te um pouco parolo.
Reparti com o passarinho um pedaço de broa; para mim as côdeas, para ele o miolo, sim porque o melhor deve ser sempre para os amigos. Fomos juntos às amoras e depois combinámos encontro para outro dia. Entretanto a ti Ana do moleiro aproximava-se e perguntou:
- Com quem estás a falar menino?
- Com os meus botões ti Ana...
Todos nós devemos ter um pouco de parolo. Não é maganice.
Parolos aos molhos (segundo Blogoperatório)
O mal de Portugal é a elevada percentagem de parolos. Há parolos em todo o lado e em todas as áreas de intervenção.
Há parolos candidatos a parolos. Há parolos eleitos pelo povo. Há parolos nas elites. Há imensos parolos no parlamento. E aí é um bocadinho chato, porque é lá que se decidem muitas das parolices que nós depois temos que suportar.
Também há os parolos que não permitem que algo "não parolo" se afirme. Isso acontece porque há imensos parolos com imenso poder. Pode ser que as coisas mudem um dia, mas vai ser difícil. Os parolos tem uma camada muito fina de parolice que lhes cobre todo o corpo, cobre-lhes os olhos e atrofia-lhes o cérebro. Os parolos não serão propriamente estúpidos, são apenas parolos, pronto, é outra coisa, muito difícil de definir mas que se topa à légua.
Enfim, há dias em que os parolos estão mais salientes. Até parece que se organizam entre si para a grande parolada. São os dias parolos. Hoje foi um desses dias. Se é que ainda não tinham percebido.
Assinalando o 5.º aniversário da criação da Juvebombeiro, a Liga dos Bombeiros Portugueses, com o apoio da Câmara Municipal de Portimão e da Associação dos Bombeiros Voluntários de Portimão, organiza de 8 a 10 de Abril, o VII Encontro Nacional da Juvebombeiro, que terá lugar no Parque de Feiras e Exposições de Portimão e no Auditório Municipal de Portimão.
O Encontro da Juvebombeiro - estrutura criada pela Liga dos Bombeiros Portugueses para bombeiros dos 14 aos 30 anos - conta com a participação de 600 jovens bombeiros de todo o País, e pretende ser um decisivo contributo para o debate e a partilha de ideias e experiências vividas por estes no domínio das suas actividades como bombeiros.
Ao longo dos três dias, o programa inclui debates, seminários, “workshops”, exposições de fotografia e de miniaturas de carros de bombeiros, e demonstrações de práticas de socorrismo. Este VII Encontro conta ainda com um simulacro de acidente com três viaturas, com a participação de equipas de saúde, de combate a incêndios e mergulhadores.
O Ministério da Agricultura vai inscrever no Orçamento rectificativo uma verba de 6,5 milhões de euros para a prevenção de incêndios, rubrica que não foi contemplada no OE 2005 apresentado pelo anterior Governo.
A Escola Nacional de Bombeiros em parceria com o CENJOR vai realizar um
Seminário para Jornalistas sobre «Os Incêndios e a cobertura Jornalistica».
O Blogoperatório editou ontem este bonito texto:
O mal de Portugal é a elevada percentagem de parolos. Há parolos em todo o lado e em todas as áreas de intervenção.
Há parolos candidatos a parolos. Há parolos eleitos pelo povo. Há parolos nas elites. Há imensos parolos no parlamento. E aí é um bocadinho chato, porque é lá que se decidem muitas das parolices que nós depois temos que suportar.
Também há os parolos que não permitem que algo "não parolo" se afirme. Isso acontece porque há imensos parolos com imenso poder. Pode ser que as coisas mudem um dia, mas vai ser difícil. Os parolos tem uma camada muito fina de parolice que lhes cobre todo o corpo, cobre-lhes os olhos e atrofia-lhes o cérebro. Os parolos não serão propriamente estúpidos, são apenas parolos, pronto, é outra coisa, muito difícil de definir mas que se topa à légua.
Enfim, há dias em que os parolos estão mais salientes. Até parece que se organizam entre si para a grande parolada. São os dias parolos. Hoje foi um desses dias. Se é que ainda não tinham percebibo.
RR
António Segadães Tavares, o engenheiro que recebeu, há um ano, o Prémio Mundial de Engenharia de Estruturas, que por outras palavras será o “Nobel da Engenharia”, deu, na noite de quinta-feira, num hotel de Lisboa, uma conferência subordinada ao tema “O Futuro da Engenharia”, em que estiveram, para além de outras individualidades, o Bastonário da Ordem dos Engenheiros.
Segadães Tavares falou da sua carreira e dos recuos e avanços da engenharia em Portugal, onde não se reconhece a massa cinzenta que por cá existe.
Depois de ter dito que o futuro do nosso País passa por uma “estória” parecida com a daquele estudante que, entusiasmado com o que lhe disseram quando se foi inscrever na faculdade, optou por tirar o curso de Caçador de Dinossauros, mas, depois de quatro anos de curso e já com o diploma na mão, não conseguiu arranjar emprego e refilou, tendo recebido como resposta que teria de “tirar o mestrado”.
Aceitou a proposta e, volvidos dois anos, voltou a não conseguir emprego.
Nova deslocação à Faculdade e nova resposta, desta vez aconselhando-o a “tirar o doutoramento”.
Já doutor e sem idade para andar em “manifs” contra o pagamento de propinas ou a chamar nomes ao ministro, voltou, já de um modo mais pacífico, a dirigir-se à Faculdade, onde o mandaram ter calma, pois o seu futuro passava por se dedicar à carreira de docente, como “professor de Caçador de Dinossauros”.
Deve dizer-se que a Ordem dos Engenheiros aproveitou a circunstância para entregar a António Segadães Tavares o diploma e uma placa de reconhecimento por ter sido nomeado seu Conselheiro Honorário.